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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A LUTA DOS PROFESSORES E ESTUDANTES DA UFRN PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA



Em maio deste ano, docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) espalhados por todo o país, iniciaram um movimento grevista em resposta a intransigência do governo que vem protelando há mais de ano a negociação das pautas de um projeto de carreira docente e a discussão salarial em acordo com tal projeto. O movimento, que já dura um mês, ganha força a cada dia com a adesão de mais universidades (que já somam 57 unidades), além das adesões dos servidores técnico-administrativos em 42 delas, e dos estudantes em cerca de 37 instituições, que adicionam às pautas já existentes as suas próprias reivindicações e críticas às políticas do governo que se nega a garantir o mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à Educação, e ao modelo de (contra)reforma universitária que este vem promovendo e que estimula o mercantilismo educacional em detrimento do ensino público.

Diante desse cenário, e da imobilidade proposital da Associação dos Docentes da UFRN (ADURN) que evitou ao máximo esse debate na nossa universidade, alguns professores tomaram à frente promovendo uma livre discussão no Centro de Convivência da UFRN pressionando a associação chamar a Assembleia Geral (AG). Após essa discussão a ADURN convocou AG para a data de 06 de junho (quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi), no auditório do Centro de Educação (CE). Nesta oportunidade transpareceu a razão de tal atraso: a diretoria da ADURN se posicionou contra a deflagração da greve dos docentes na UFRN, e usou de todas as manobras possíveis para conseguir esse resultado. A começar, impediu o direito de voz aos professores não sindicalizados, usou da condição de dirigentes da mesa para defender posição contra a greve, postou-se também contra as manifestações dos estudantes na tentativa de minar o apoio que prestavam aos professores em decidir pela greve, e recusaram a decisão de aderir à greve ou não através da AG, evitando a apresentação e defesa de argumentos, o embate amplo das ideias e o voto aberto, optando pela falsa democracia do voto em plebiscito, marcado para ocorrer no dia 12 de junho.

Após a Assembleia Geral não houve muito tempo para defesas de posições, pois o feriado promoveu o esvaziamento da universidade na sexta-feira (08 de junho), seguida do fim de semana, logicamente, restando apenas a segunda-feira (11 de junho) para uma eventual mobilização no Campus universitário.

Nos ambientes virtuais, porém, as manifestações foram intensas. Um grupo formado por professores e estudantes criaram um clima favorável à greve com mensagens de apoio compartilhadas por pessoas de toda parte do país, e disseminando textos argumentativos. Enquanto isso, um dos membros da diretoria da ADURN, publicava em rede social diversos insultos dirigidos principalmente aos estudantes que participaram da AG, intencionando desmerecer a opinião que defendiam.

Na véspera do plebiscito foram fixados faixas e cartazes e distribuídos folhetos por todos os setores do Campus central, convidando os professores a votar no plebiscito, e na medida do possível, feita passagem em sala de aula com o mesmo intuito de mobilização.

A ADURN também mantinha-se ocupada. Em reunião fora tirada a comissão que coordenaria o plebiscito e a apuração dos votos, e mesmo contra os protestos de diversos colegas ficara decidida a validação apenas dos votos de professores sindicalizados, negando, portanto, o direito de voto aos demais colegas da categoria, forçando a sindicalização imediata daqueles que insistiam em prestar seu voto. Além dessas condições, fora convocada também pela direção da ADURN a equipe de mesários que prestariam serviço durante o plebiscito, treinada para acatar as ordens da direção e somente desta, retirando a autonomia da comissão. Além do comportamento tendencioso dos mesários, também era visível a fragilidade do trabalho artesanal das urnas de votação, não sujeitas às condições mínimas de segurança e responsabilidade que a questão exigia.

No corpo discente a despolitização do debate foi hegemônico, na verdade, sequer houve debate. O Diretório Central de Estudantes (DCE) somente convocou Assembleia Geral dos estudantes dia 11 de junho (véspera do plebiscito) com data de realização a 14 de junho (após resultado do plebiscito) no auditório do DCE (que tem capacidade para no máximo 80 acentos), sob pressão das bases que publicaram na página da entidade no Facebook uma carta de protesto exigindo a convocação da mesma. A divulgação da AG dos estudantes foi feita apenas através das páginas virtuais do DCE no Facebook e no blog, tornando também evidente sua indisposição em mobilizar as bases e promover a discussão sobre a greve. Na data estipulada, com o resultado do plebiscito decidido em não aderir à greve, apesar da pouca representatividade desse veredito, a participação do alunado na AG foi inferior ao quorum mínimo (que é de 5% da participação eleitoral na última eleição, o que soma cerca de 125 alunos) exigido para sua validação, não legitimando poderes deliberativos à reunião, que encerrou-se sem chegar a lugar nenhum por falta de consenso.

Insatisfeitos com as manobras burocráticas, arbitrárias e antidemocráticas das direções dos organismos (ADURN e DCE) que deveriam ser representativos – mas que ao contrário, boicotam os movimentos das bases, servindo antes de escudos em defesa das políticas privatizantes do governo federal – parte de professores e estudantes ainda mantêm-se organizados em um grupo que compreende a diversidade dos sujeitos da comunidade acadêmica em um movimento de ideias combativas que buscam ainda promover o debate sobre a greve nacional da educação, o papel da universidade brasileira e suas condições de atuação, mantendo a resistência e luta dos que prezam por uma universidade pública e gratuita, para que o cenário adverso à esta causa na UFRN possa ser modificado.

Some-se a esta luta!

Assembleia Nacional de Estudantes - Livre [Anel]
Corrente Proletária Estudantil
Coletivo de Resistência e Luta da UFRN: em defesa da educação pública

05 Razões porque a vitória da ADURN no plebiscito realizado na UFRN no dia 12 de junho é na essência uma derrota, que deve nos animar para o fortalecimento de nossa capacidade de resistência e luta:



1. A ADURN poderia até comemorar se o plebiscito fosse resultado de um amplo debate democrático com possibilidade de discussão sobre os dois pontos fundamentais da pauta que mobiliza a greve na maioria das universidades federais do país: reestruturação da carreira docente e condições de trabalho. Ao contrário disso, no dia 06 de junho a assembleia Geral (AG) foi convocada a partir da participação e exigência política da oposição. Apostando no imobilismo sindical e no isolamento da UFRN do restante do Brasil, cancelaram o direito à voz de estudantes, professores substitutos e professores não sindicalizados. Apesar disso, conseguimos aprovar por maioria o apoio à greve na referida assembleia.

2. Protagonistas de um anti-movimento docente, a ADURN contrariando a maioria das análises em nível nacional e local sobre o esgotamento das negociações com o governo, tornou-se defensora radical dos interesses governamentais em detrimento da defesa dos interesses dos professores frente às condições de trabalho e carreira docente. Supondo estarem na “ilha da fantasia”, tentam de modo patético isolar a UFRN da mobilização nacional e convencer a comunidade acadêmica de que aqui não há problemas. Na AG contrariaram sem problema nenhum a base da categoria numa total demonstração de insensibilidade política e autoritarismo de direção. O plebiscito é o trunfo que apresentaram porque sabem que após anos e anos sem debate e fora da mobilização nacional, parte da UFRN internalizou a ausência da luta como destino. Plebiscito sem debate e sem a participação de todos os docentes que fazem a universidade não é instrumento legítimo de democracia. Neste país sabemos muito bem que muitos dos procedimentos democráticos como eleição e outros são utilizados, muitas vezes, para manter tudo como está na ilusão da participação.

3. Sem debate e silenciando parte dos docentes e estudantes, este plebiscito mostrou o destempero político de uma direção que perde progressivamente base real e no desespero reproduz panfletos acusatórios despossuídos de qualquer reflexão política séria. Por acaso alguém soube que a sede da ADURN foi atingida por vândalos, como eles anunciaram? Ao invés da ADURN zelar pela condução do plebiscito e se constituir espaço de debate e de luta política, fomos recebidos com seguranças como se pensar diferente fosse um crime. Os seguranças foram pagos para conter os estudantes, que estavam ali junto com os professores para acompanhar os resultados do “democrático plebiscito”. Na AG os estudantes compareceram “ferozmente armados com cartazes feitos a mão”. A ADURN não sai vitoriosa nesse plebiscito porque não nos calamos diante de práticas autoritárias. Somos favoráveis ao debate plural, com direito a voz e respeito a todos que cotidianamente fazem esta universidade: estudantes,funcionários, professores substitutos, não-sindicalizados e sindicalizados.

4. O plebiscito é uma pseudo vitória porque mostrou a disposição da ADURN para o isolamento quando na maioria das universidades os professores estão na luta. Submissa ao governo, a ADURN foi incapaz de agir com sensibilidade frente aos anseios de sua base que ávida pelo debate foi constrangida a acatar 10 inscrições apenas durante a AG. Aceitamos esta imposição porque eles só queriam um motivo
para encerrar a assembleia. Plebiscito sem debate só promove a reprodução do individualismo. Cada um vota sem compartilhar opiniões, sem analisar as diferentes propostas. Assinalar sim ou não, não possibilita reflexões sobre a complexidade da conjuntura atual e a situação concreta da educação e de todo o processo de negociação e luta vivenciado por professores, estudantes e funcionários em nível nacional. E assim a ADURN faz coro com a desinformação e dissemina que greve no final do semestre é inviável, esqueceu, por certo, de comunicar a comunidade acadêmica que somente a atual diretoria é responsável por isso. Todas as demais universidades federais entraram em greve no início de maio após discussões em assembleias.

5. A ADURN não apresentou nenhuma estrutura minimamente séria na realização do plebiscito. Mesários verdadeiramente adestrados para avançar nos professores da oposição e tratá-los com desrespeito. Ninguém que pensa diferente da ADURN pode perguntar nem ter dúvidas. Urnas inseguras com lacre inapropriado e transportadas de modo inadequado. Encerramento de algumas urnas antes do tempo acordado.

Não tenho dúvida que eles sabem que não devem comemorar. Não são bobos. Estão entendendo que depois de anos de disseminação de pragmatismo na política e de defesa de um sindicalismo burocratizado, há práticas emancipatórias vivas na UFRN. Há pensamento crítico e disposição de luta. Sigamos na luta... Calúnias e injúrias contra nós eles estão espalhando em toda parte. Não têm argumentos fundados na grande política. Nós estamos recomeçando a organizar a voz da resistência. O ruído se fez ouvir: a UFRN não é uma “ilha da fantasia” nem a ADURN NOS REPRESENTA. E seguimos na defesa intransigente da universidade pública: todo apoio a greve nas universidades federais.

Natal, 13 de junho de 2012
Silvana Mara
Profa Dra. Departamento de Serviço Social da UFRN

PLEBISCITO NÃO CALA A VOZ DOS PROFESSORES E ESTUDANTES NA UFRN: POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE


O plebiscito do dia 12 de junho de 2012 comprova que o sindicalismo submisso ao Governo e ao coorporativo institucional/partidário na UFRN está em derrocada. Não é só o resultado, circunstancialmente adverso em relação à deflagração da greve, mas por estar crivado pelo autoritarismo e pela perda da identidade em relação aos trabalhadores, ao negar o direito de expressão a muitos que clamavam por democracia na UFRN, especialmente depois de realizar um plebiscito (modernamente, resolução submetida à apreciação do povo) em que ficaram excluídos os muitos professores não-sindicalizados.

Aqueles que sufocaram a democracia na UFRN são os pioneiros a criar a classificação do SINDICALIZADO PROFESSOR, que passou a ser mais importante que o PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, alijado do direito de decidir questões fundamentais que teriam implicações sociais e profissionais em sua vida por décadas. Isso, independente, de serem defensores do pró ou contra ao indicativo de greve. Sindicalizar-se deve ser uma decisão autônoma do cidadão e não decisão tomada compulsoriamente num momento de consulta. Votaram e decidiram 927 professores, dos quais optaram pelo SIM 37,5%, estes somados aos não-sindicalizados, constituem-se num grupo considerável da comunidade acadêmica que clama por processos democráticos.

A ADURN agiu de modo irresponsável com a categoria em não promover discussões em nível local, sobre as principais bandeiras do movimento docente nacional: mais recursos para a educação pública e a proposta de carreira docente única para o magistério superior. Um coletivo de professores de concepções políticas plurais, incomodados com a falta de debates e discussões na UFRN sobre o movimento docente nacional, convocou reunião no dia 30 de maio, no Centro de Convivência, para discutir a pauta da greve e os rumos do movimento na UFRN. Depois disso, tardiamente e somente por causa da pressão da base, a direção da ADURN convocou assembleia geral para o dia 06 de junho. A assembleia, espaço soberano de debates, aprovou, por maioria, o apoio à greve.

Tal decisão, contudo, não foi acatada pela diretoria da ADURN, que alegou as normas estatutárias da entidade, segundo as quais a Assembleia Geral (AG) não constitui fórum deliberativo para o quesito greve, ficando tal assunto sujeito à consulta à categoria através de plebiscito, que não representa instrumento democrático, especialmente quando realizado sem amplo debate político e com veto a participação dos professores não-sindicalizados. Foi sob restritas e antidemocráticas condições que o plebiscito sobre a greve docente ocorreu na UFRN. Serviu apenas para favorecer o individualismo e as justificativas do senso comum. Professores universitários devem decidir em assembleia com discussão e apresentação de argumentos, no exercício da política democrática.

O debate político democrático acerca das problemáticas da política educacional e da universidade pública brasileira tem reunido não apenas professores, mas estudantes e funcionários nos fóruns democráticos de participação e decisão políticas, no interior das universidades. E tem sido esse debate o elemento político impulsionador e decisivo para a deflagração de greves em mais de 55 universidades federais em todo o país, nesses dois últimos meses. Ao não aderir à greve nacional, a UFRN, submete-se a uma infrutífera e vergonhosa situação de isolamento político da luta dos trabalhadores das/nas universidades públicas federais, graças aos desserviços de uma diretoria sindical conservadora, autoritária e medularmente atrelada aos interesses governistas. A diretoria da ADURN, ainda, fez coro com o senso comum e divulgou inverdades sobre os estudantes que discutem e militam no movimento estudantil, apresentando-os como vândalos, irresponsáveis e baderneiros. E numa prática autoritária colocou seguranças na porta da ADURN para intimidar a legítima participação de estudantes e professores/as na apuração do plebiscito.
Quanto ao resultado do plebiscito, ressaltamos que nenhum brado desequilibrado daqueles que nutrem a ânsia pelo poder, vai calar ou retirar a essência rejuvenescedora da alma política democrática nessa Instituição. Os sujeitos históricos que lutaram incansavelmente pela garantia das liberdades de expressão e política construíram, de forma suprapartidária, pelo livre arbítrio de suas consciências criticas, um coletivo de professores e estudantes que, mesmo na pluralidade de gerações e tendências políticas, edificaram, num pequeno período de tempo e num ritmo crescente de adesões, uma brava luta, fundada em aspectos conceituais e práticos, a favor do movimento grevista dos professores. Isso num ambiente hostil, defrontando-se com um aparato infinitamente desproporcional de condições materiais e artimanhas político/corporativas; e mesmo assim, conseguiram sensibilizar parcela significada da Comunidade Acadêmica da Universidade.

Dessa feita, foi por meio do plebiscito de 12 junho de 2012, mesmo que, em condições discutíveis de concepção e realização, que a comunidade decidiu pela não utilização do direito de greve, apostando numa potencial negociação “justa” entre Governo e trabalhadores/as (professores/as universitários/as). Resta-nos seguir na luta e fazer uma reflexão histórico-crítica das consequências do isolamento que a ADURN nos coloca neste momento.

O fato concreto é que na UFRN a defesa de uma Universidade pública, gratuita, democrática e com qualidade social não é uma luta de todos. A quem ou qual/quais grupo(s) favoreceu este resultado: aos professores ou aos burocratas sindicalistas defensores submissos do governo? A diretoria da ADURN se constitui numa confraria autoritária que nos coloca como meros sugadores das lutas coletivas de 55 universidades federais que estão fazendo o governo recuar e pensar numa resposta concreta ao movimento. E isto acontece porque estão em greve, discutindo a necessidade da valorização da carreira docente e a relevância da universidade pública.

De tudo ficou uma convicção! A ideia do pensamento único, alardeada por toda a UFRN, por décadas, da pretensa neutralidade política para construção de uma sociedade corporativa e apolítica, do “consenso produtivo”, livre das contradições políticas e sociais, que têm sido responsável por dopar ou calar a consciência crítica de gerações inteiras, de estudantes, docentes e funcionários/as, deixou de ser um pensamento hegemônico, e passa ser contestado. Esse paradigma de Universidade pautado pelo falacioso consenso de interesses foi sepultado. Morreu no dia 12 de junho de 2012. Pois a história da humanidade não nos deixa mentir, não se constrói uma sociedade plural e democrática – política, social e economicamente – se desconsiderarmos o principio fundamental do embate plural de ideias políticas. Ardilosamente se consegue enganar alguns indivíduos por um certo tempo, mas não a maioria de forma recorrente. Ainda mais quando são tolhidos os seus direitos fundamentais: a expressão e a participação nas decisões sobre seus destinos. A história é prova cabal dessa contradição.

O resultado do plebiscito abre um novo tempo na UFRN, um tempo no qual unem-se sujeitos políticos diversos (professores/as e estudantes) no enfrentamento ao silêncio obediente e obsequioso da ADURN frente ao Governo Federal. Não há lugar para práticas autoritárias e coorporativas desta confraria que tenta monopolizar o poder a todo custo em detrimento dos projetos democráticos e plurais. A práxis acadêmica deve ser fundada nos princípios de soberania, democracia, respeito mútuo e trabalho coletivo. 

Continuaremos o debate e a luta está apenas começando. Juntem-se a nós em defesa da educação pública, gratuita, laica, de qualidade e democrática.

Natal, 15 de Junho de 2012
Coletivo de Resistência e Luta da UFRN: em defesa da educação pública

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UFRN

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN, gestão "Primavera Sem Borboleta", junto aos Centros Acadêmicos da UFRN, convoca todos @s estudantes da UFRN para a Assembléia Geral de Estudantes que será realizada na próxima quinta-feira, 14 de Junho, às 17:30h, no auditório do DCE (setor I).


A Pauta da Assembléia será: Greve da UFRN

QUINTA-FEIRA, 14 DE JUNHO, NO AUDITÓRIO DO DCE A PARTIR DAS 17:30hs.

ARTIGO: RIBEIRA VIVA, O CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA ESTÁ DE VOLTA!




Por Anderson Foca

O Circuito Cultural Ribeira está de volta e com força total. Para quem não está tão ligado no que se trata um pequeno resumo. O Circuito Cultural Ribeira foi desenvolvido pelo Dosol e pela Casa da Ribeira durante dois anos e finalmente realizado no ano passado. A atividade nasceu para dar visibilidade aos equipamentos culturais existentes no bairro da Ribeira, juntando num domingo por mês uma vasta programação cultural oferecida gratuitamente para a população.

Todas as etapas do ano passado reuniram mais de 200 artistas das mais variadas áreas da cultura (e de vários lugares do país), ocupando ao todo 14 espaços e a maioria das ruas do bairro histórico da Ribeira. A atividade também foi sucesso de crítica e público, colecionando matérias destacadas na imprensa local e reunindo ao todo quase 100.000 pessoas em todas as edições.

Neste ano o Circuito Cultural Ribeira começa dia 12 de agosto e vai acontecer sempre no segundo domingo de cada mês. Estamos garantidos até o mês de abril (dando uma pausa em janeiro para as férias), mas a ideia é que de agora em diante o projeto seja contínuo, sem intervalos até termos fôlego e patrocínios para isso.

Outra novidade para esse ano é que o projeto também passa a ser reconhecido com uma plataforma de potencialização de atividades culturais do bairro da Ribeira. Para isso já catalogamos eventos culturais que acontecem pelo bairro e integramos tudo ao circuito. Eventos como Festival Dosol, Chamada Carnavalesca do Rock e Cena Aberta farão parte das atividades do Circuito Cultural Ribeira além de outros que ainda estão tendo parceiras firmadas.

Para o último mês do ano, também usando a plataforma do circuito e seus espaços culturais, está sendo programada a primeira Virada Cultural de Natal. Já estamos trabalhando e costurando uma verba complementar para que possamos realizar o evento. Um sonho que começou a ser pensado ano passado mas que não conseguimos realizar. Esse ano rola!

Para os artistas também temos um batalhão de novidades. Neste ano o Circuito Cultural Ribeira vai realizar um grande edital de ocupação da plataforma. Artista de todo o RN poderão se inscrever de maneira clara e democrática e concorrer às vagas. Música, Artes cênicas, Dança e Artes Plásticas são as expressões culturais contempladas. São 128 vagas disponíveis (100 através do edital), todas com boa ajuda de custo prevista no projeto. O edital será lançado dia 25 de junho e fica aberto até 25 de julho.

Além das atividades festivas e de celebração que o Circuito Cultural Ribeira proporciona, também oferecemos atividades de pensamento e dabates sobre os mais variados assuntos que envolvem cultura e educação patrimonial. Serão cinco ciclos de palestras e debates realizados sempre aos sábados pré-circuito.

Está feito um resumão de tudo o que vai rolar esse ano no Circuito Cultural Ribeira agora é trabalhar seguir em frente, contando com a participação da comunidade cultural da cidade, órgãos públicos, apoiadores privados e principalmente o público que sempre nos prestigia e faz isso tudo fazer sentido. Vai ser bonito!

Ribeira ontem, hoje e sempre.

Repliquem. Curtam. . Espalhem!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UFRN, JÁ!

Estamos vivendo um momento histórico no nosso país, desde dia 17 de Maio professores lutam contra o governo Dilma que desconsidera as necessidades materiais e educacionais dos docentes. Hoje, são 51 Instituições Federais de Ensino Superior que deflagraram greve, algumas destas decretaram greve estudantil. Diante desse contexto, não podemos admitir que as direções tanto do movimento docente (ADURN) como do movimento estudantil (DCE) da UFRN sejam um entrave na luta em defesa da Universidade Pública e Gratuita. 


A pauta de reivindicações dos docentes é bastante ampla e não se restringe apenas a luta econômica. Abrange desde a garantia do Plano de carreira, que o governo se prontificou a renovar com o prazo de 31 de março de 2012, até a precarização da infraestrutura causada pela implementação do Reuni do Governo Lula, o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, em 2007, que expandiu o número de vagas nas Universidades Federais, sem garantir o aumento das verbas, o que implicou em falta de estrutura, salas, RU’s e residências universitárias superlotadas, laboratórios incompletos e falta de material bibliográfico. No Governo Dilma – que prefere encher o bolso dos banqueiros a investir na educação – essa lógica de precarização permanece e, por isso, a greve foi deflagrada e tem tanta força.



A realidade dos professores e dos estudantes da UFRN não é diferente. Assim como a nível nacional, os problemas causados pelo Reuni, a falta de investimento e o descaso do governo com a educação também trouxeram consequências para nossa Universidade, bem como: o número elevado de professores substitutos, salas de aulas superlotadas, seletividade da assistência estudantil, falta de estrutura básica para os estudantes e professores, número restrito de bolsas de iniciação cientifica e monitoria, a exploração dos bolsistas de apoio técnico, a defasagem de muitos laboratórios de informática, falta de material na biblioteca, taxas, dentre outros.

Acreditamos que este é um momento histórico de luta e a unidade entre professores, estudantes e funcionários podem arrancar grandes conquistas em prol da universidade verdadeiramente publica e gratuita. Por isso exigimos que o DCE convoque assembleia estudantil - amplamente divulgada com faixas, cartazes, carro de som, etc - para se construir uma pauta coletiva. 

ATÉ A ADURN JÁ CHAMOU UMA ASSEMBLEIA GERAL, E O DCE? VAI FICAR PARADO?

Coletivo de Professores e Estudantes em luta da UFRN

domingo, 10 de junho de 2012

Nota do Coletivo de professores e estudantes em luta

CHAMADO À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA PARA A LUTA!!! 

Colegas professores, alunos e funcionários da UFRN: temos de reagir ao conservadorismo e ao corporativismo que atentam contra os nossos direitos fundamentais, que vão desde o direito de greve, à liberdade de expressão e à democratização das decisões. Já demos um passo importante nessa direção. Em histórica Assembléia dos docentes da UFRN, realizada no Centro de Educação, na última quarta-feira (06/ 06), professores de diferentes gerações e concepções políticas plurais, apoiados pelas correntes críticas do movimento estudantil, derrotaram as infrutíferas manobras regimentais da diretoria da ADURN aprovando o indicativo de greve que será referendado na consulta plebiscitária de amanhã dia 12/06.
Nesse momento, alguns professores submissos a projetos governamentais, institucionais ou pessoais, organizados em torno do PROIFES, querem impor à comunidade acadêmica da UFRN uma postura passiva,impossibilitando-a de lutar pelos seus direitos fundamentais de salário, condições de trabalho, condições de ensino, pesquisa e extensão dignas. Querem nos isolar do movimento docente nacional que, neste momento, é composto por 51 universidades em greve.
Estão tentando tolher a comunidade acadêmica da UFRN do seu direito de não só apoiar o movimento, mas de participar ativamente deste momento que exige nossa união política e reação diante do desprezo  atente do governo com nossa categoria, numa negociação que se arrasta desde 2011. Está claro que a escolha da diretoria da ADURN e do PROIFES pela negociação, a qualquer custo, fracassou. Comprova isto o fato de que professores de universidades dirigidas por esta federação se cansaram de esperar e engrossaram majoritariamente o movimento grevista nas IFES.
Alguns alegam que não se deve sacrificar o calendário acadêmico, preocupados com seus interesses pessoais e individuais em detrimento da luta coletiva. Outros alardeiam que não precisamos lutar, pois ganhamos mais uma “promessa” do ministro da educação, que não tem autonomia financeira e política para  acrescentar um centavo sequer no orçamento da união para atender nossas demandas.
A diretoria burocrática da ADURN esquece que a greve não nasce de uma decisão da cúpula sindical,  poiada apenas nos aparatos administrativo-institucionais, mas da base dos trabalhadores que exigem dignidade profissional, não só do ponto de vista das condições materiais, mas também da democratização das decisões institucionais e, fundamentalmente, salários que remunerem nosso trabalho com justiça.
Queremos uma carreira com abrangência nacional nas IFES, que assuma as peculiaridades locais,com base na autonomia universitária. Precisamos discutir: a excessiva carga horária de trabalho docente; os projetos de extensão com feição de filantropia e de mera prestação de serviços; bolsas compulsórias para o desenvolvimento de pesquisa e extensão e não processos competitivos desagregadores entre os pares; os processos de avaliação intra e extra-institucional; as condições de acesso e permanência dos discentes da UFRN (R.U, circular, residência universitária, políticas de bolsas e inserção no mercado de trabalho, práticas curriculares e didático-pedagógicas, ENEM/SISU, etc.); as instâncias de poder e a democracia universitária.
Os ex-arautos da liberdade defendem que a UFRN seja a única universidade do país a não aderir à greve, para receberem do governo um diploma de “bom comportamento”. Não queremos esse diploma, que poderá entrar para o nosso currículo como uma vergonha histórica.
Sem medo de errar o lado no campo de luta, nos colocamos ao lado daqueles que primam pelos trabalhadores, por uma universidade pública e socialmente referenciada, que garanta os direitos legítimos de sua comunidade e por uma sociedade plural, democrática e igualitária.


Por isso, conclamamos você, professor da UFRN, a votar no plebiscito a favor  da GREVE.

Unamo-nos à luta por uma UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.

A GREVE E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO SÃO DIREITOS INALIENÁVEIS DOS BRASILEIROS, CONQUISTADOS A SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS ATRAVÉS DE SUAS LUTAS!

Natal, 11 de junho de 2012

COLETIVO DE PROFESSORES E ESTUDANTES EM LUTA

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nota da ABEPSS de apoio à greve dos professores das instituições federais e ao sindicato nacional - Andes e seções


NOTA DA ABEPSS DE APOIO  À GREVE DOS PROFESSORES DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS E AO SINDICATO NACIONAL - ANDES E SEÇÕES


A ABEPSS manifesta seu apoio à greve das instituições de ensino federais, que já somam mais de 45 unidades com greve deflagrada, e  reconhece sua legitimidade  por entender que a atual política de educação no país revela um alto nível de precarização do trabalho docente, que impacta severamente a qualidade do ensino e da produção de conhecimento que responda às necessidades sociais.

As seções sindicais pelo país afora e adentro, denunciam as precárias condições de trabalho, agravadas pelo REUNI, que amplia o acesso dos estudantes ao nível superior em cursos sem professores e técnicos suficientes, sem prédios apropriados, sem laboratórios. Agregadàs deficiências estruturais, a carreira docente proposta pelo governo expressa um projeto de universidade daninho à produção do conhecimento crítico, empurrando os docentes para a lógica produtivista na graduação e na pós-graduação,  desvinculando a universidade de sua função social. A proposta do governo para a progressão funcional é absolutamente desestimulante impondo aos docentes uma lógica de competição individual rumo a um afunilamento para ascender e se aposentar como professor associado ou titular (neste caso tendo que se submeter a outro concurso para vagas escassas). Se considerarmos a vigência do teto mínimo para aposentadoria do servidor no valor de cerca de R$ 3.900,00, se revela a face perversa do governo, pois ao se aposentar após o árduo percurso da progressão funcional, o docente não receberá a totalidade do seu vencimento, sugerindo que o servidor apele inevitavelmente para a previdência privada complementar, privilegiando mais uma vez o mercado financeiro. Tal cenário torna inviável o projeto de uma universidade pública, laica, gratuita e socialmente referenciada. Diante disso, o ANDES-SN defende uma carreira unica não só para os docentes do ensino superior como também para os docentes do ensino basico, tecnico e tecnológico das instituições federais de ensino.

O movimento de greve, nessa conjuntura nacional e internacional de privilegiamento do mercado financeiro em detrimento dos necessários investimentos nas políticas sociais, acena para a necessidade de ruptura com esse projeto convocando todos os segmentos das instituições federais de ensino a abdicarem dos lamentos individuais e se lançarem nessa luta coletiva, pressionando o atual governo, adensando a luta dos servidores públicos federais, na defesa da política pública de qualidade para a população brasileira.

Nesse sentido, a ABEPSS orienta que as unidades acadêmicas de Serviço Social, com a militância de seus docentes, técnicos-administrativos, supervisores de campo e discentes, se somem a essa luta. 

Busquem informações nas respectivas seções sindicais, no sitio eletrônico do ANDES-SN, na rede social do Comando Nacional de Greve através do endereço https://www.facebook.com/CNGANDES. Além dos sitios oficiais do movimento sindical, há renomados professores/pesquisadores analisando a greve na atual conjuntura nacional e internacional. O texto do prof. Dr. Marcelo Badaró da UFF pode ser acessado através do endereço: http://nabruzundanga.blogspot.com.br/2012/05/algo-de-novo-no-reino-das-universidades.html e do Prof. Dr. Roberto Leher no endereço:http://www.onortao.com.br/ler3.asp?id=56535

ASSEMBLEIA DOS DOCENTES NESTA QUARTA!


Nessa quarta tem assembleia dos docentes!


Vamos comparecer pra fortalecer a luta dos/as professores/as, que também é nossa!



'Professor lutando, também está ensinando!'

O ENESS? VEM AÍ!!!

INSCRIÇÕES ENESS 2012!! 

O ENESS vem ai, e as inscrições começam agora!!! 

O preço da inscrição é:
90 R$ com alimentação
70 R$ sem alimentação
 

O primeiro lote de inscrições segue até o dia 25 de junho, garanta a sua vaga desde já!

1° passo 
Conta para depósito: Georgia Kessia Cavalcanti da Silva 
Banco do Brasil 
- Agência: 4453-9
- Conta Corrente: 9.861-2

 2° passo
Preencher ficha de inscrição no link abaixo:
http://enessparahyba.blogspot.com.br/2012/05/inscricoes-eness-2012-carregando_28.html

Caso ocorra erro, encaminhar ficha de inscrição para e-mail enessparahyba@gmail.com 

3° passo
Trazer comprovante de depósito bancário (original e xerox) para comprovar inscrição no encontro.

4° passo

Caso tenha algum problema de saúde, informar na última pergunta do formulário. Lembrem-se, a inscrição é um processo coletivo, fale com o CA ou DA de sua escola, ou com algum coordenador da ENESSO. Caso não conheça ou não exista, articule estudantes de sua escola [na medida do possível] e entre em contato com a CO para dúvidas. O PRÉ-ENESS é muito importante!!!!



Mais infos aqui, ó: http://enessparahyba.blogspot.com.br/2012/06/passos-para-inscricao-no-eness.html