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terça-feira, 31 de maio de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

#FORAMICARLA "MUDANÇAS JÁ"

As últimas manifestações da população de natal, nas ruas, mostraram que o nosso descontentamento realmente tomou proporções muito grandes e nós, natalenses, não podemos deixar que essa chama se apague. O povo não pode continuar aceitando passivamente essas más administrações. A nossa força é muito grande, se nós escolhemos quem nos governa, nós também podemos cobrar deles bons resultados e até mesmo tirá-los de lá quando não estiverem trabalhando da melhor maneira.

Nossa primeira manifestação teve grande importância, já que mostrou a todos que a população agindo de maneira organizada e articulada consegue atingir seus objetivos, dentro da lei. Nosso movimento é novo, e temos que nos organizar de forma espontânea, social e principalmente, sem nenhum vinculo partidário. É muito positiva a presença dos cidadãos de natal, mas que não haja nenhuma apologia a qualquer partido político. Não agimos em nome de partidos, e sim do próprio bem comum da população. Nosso movimento também não aceita, DE FORMA NENHUMA, vandalismo ou manifestações de forma ilegal, pois se trata de algo PACÍFICO e estritamente social.

Nossa próxima manifestação será na quarta feira, 1º de junho, às 18h,iniciando no LARGO DO MACHADÃO numa caminhada pela Av. Prudente de Morais em direção ao centro da 
cidade, mostrando a força da população natalense !

FONTE:FACEBOOK

Câmara aprova criação de empresa para administrar hospitais universitários

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, a Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários federais e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos, atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades em bases legais frágeis. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão do relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), será analisada ainda pelo Senado.
Respeitado o princípio da autonomia universitária, a Ebserh poderá administrar os hospitais universitários federais. A nova empresa será vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e controlada totalmente pela União. Seguirá as normas de direito privado e manterá escritórios nos estados e subsidiárias regionais.
Segundo o governo, as fundações de apoio deveriam atuar de forma complementar e alinhadas com as diretrizes governamentais e das instituições, mas isso não ocorre, provocando perda de capacidade de planejamento e de contratação de serviços.
A solução adotada pelo governo é baseada nas experiências com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Grupo Hospitalar Conceição, administrados por empresas pública e de economia mista, respectivamente.
Pessoal
Os 53,5 mil servidores públicos que trabalham nos hospitais universitários federais poderão ser cedidos à nova empresa, assegurados os direitos e vantagens que recebem no órgão de origem.
No caso dos demais 26,5 mil, recrutados pelas fundações de apoio das universidades, o relator aumentou de dois para cinco anos o tempo máximo de contratação temporária desses funcionários sob o regime celetista.
Essas contratações deverão ocorrer nos primeiros 180 dias da constituição da empresa e serão feitas por meio de análise de currículo em processo seletivo simplificado.
Até o final desses cinco anos, todo o quadro de pessoal deverá ser contratado por concurso público de provas e títulos. Para valorizar o conhecimento acumulado do pessoal atualmente empregado, a MP autoriza a contagem como título do tempo de exercício em atividades correlatas ao respectivo emprego pretendido.
Opcional x Compulsório
Segundo o relator, a Ebserh assumirá a gestão dos hospitais apenas se as universidades quiserem assinar com ela contratos nos quais devem constar metas de desempenho, indicadores e sistemática de acompanhamento e avaliação.
Entretanto, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) alertou que se os reitores das universidades não assinarem os contratos com a Ebserh, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá processá-los pelas irregularidades de contratação de pessoal. “Na prática, essa adesão será compulsória. O que falta são recursos para os hospitais, porque enquanto o hospital de Porto Alegre recebe cerca de R$ 600 milhões ao ano, outros recebem R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões”, afirmou.
Em 2008, o TCU elaborou um relatório de 187 páginas cobrando uma série de medidas gerenciais como a substituição dos mais de 26 mil funcionários terceirizados e a criação de indicadores de avaliação de gestão, atenção à saúde, ensino e pesquisa.
Resultados
Danilo Forte especificou em seu parecer que a avaliação de resultados prevista no contrato deverá servir para aprimorar as estratégias de atuação junto à comunidade atendida com o objetivo de aproveitar melhor os recursos destinados à empresa.
Os contratos serão assinados com dispensa de licitação e estabelecerão as obrigações dos signatários, as metas de desempenho e a sistemática de acompanhamento e avaliação.
Os serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade continuarão gratuitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entretanto, o relator incluiu dispositivo que prevê o ressarcimento das despesas com o atendimento daqueles que têm planos de saúde privados.
Para as universidades, os hospitais continuarão a servir de apoio à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde.
Durante a vigência do contrato entre a Ebserh e as universidades, elas poderão ceder à empresa seus bens e direitos necessários à execução dos serviços, que deverão ser devolvidos ao término do contrato.
Outras receitas
De acordo com a MP, as receitas da nova empresa virão de dotação orçamentária da União, da venda de bens e direitos, das aplicações financeiras que realizar, dos direitos patrimoniais (aluguéis e foros, por exemplo), e dos acordos e convênios que firmar.
A empresa será administrada por um conselho de administração, com funções deliberativas, e por uma diretoria executiva. Haverá ainda um conselho fiscal.
O texto aprovado prevê que o conselho de administração terá como membros natos representantes dos ministérios da Saúde e da Educação e da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Outra novidade introduzida pelo relator é o Conselho Consultivo, que terá representantes do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Federal de Medicina e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além da Andifes e da Fasubra.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan 
Edição – Marcos Rossi

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nas eleições do CCSA, o CASS vota nulo!


Nas eleições do CCSA, o CASS vota nulo!


            Nestas eleições para o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UFRN muito foi discutido entre os departamentos e as chapas, entre os professores e as chapas, entre os estudantes e as chapas. Muito foi discutido em matéria de inovações e renovações. Muito foi discutido e deve continuar sendo discutido pelos próximos anos.
            Entretanto, entendemos que apesar da intensa discussão realizada, as propostas de ambas as chapas não dialogaram com as demandas dos estudantes. E não dialogam porque vão de encontro com muitas bandeiras históricas do movimento estudantil, que pauta a educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada – o que não corresponde com a realidade do nosso Centro, muito menos com as propostas que as chapas defendem.
            Diariamente os estudantes se defrontam com uma série de desafios para poder estudar: passam muito tempo na Xerox que não oferece qualidade no serviço e que está lotada, pois não há espaço para outros pontos de copiadoras; não podem apresentar trabalhos em congressos, pois não há assistência estudantil que financie a ida para os eventos, embora o estudante vá representando a UFRN; não há qualidade nos laboratórios, pois os computadores são antigos e não dão conta da demanda do CCSA; não há sala para que os nossos professores possam trabalhar em suas bases de pesquisa ou ofertar orientações individuais, tendo que dividir um pequeno espaço com outros professores e assim fazer um rodízio de atendimento aos estudantes e não há, por parte da diretoria do Centro, um apoio à luta dos estudantes, de maneira a intervir junto da reitoria e exigir que nossos direitos sejam efetivados.
            E quando falamos em direitos, falamos em poder estudar com qualidade. Qualidade essa que não está impressa na política do REUNI - avaliado positivamente pelas duas chapas - que promove uma expansão sem qualidade.
            Queremos estudar em locais com estruturas apropriadas, queremos Xerox a preço de custo, rumo à gratuidade, queremos assistência estudantil completa, queremos nos inserir em bases de pesquisa com espaços adequados, queremos laboratórios, queremos um CCSA que possa intervir pelos estudantes na reitoria. Queremos um CCSA que não aposte em propostas e sim em ações efetivas que garantam ao estudante uma formação com qualidade. Queremos um CCSA que respeite os estudantes, que ouça suas vozes e garantam o direito por uma formação profissional de verdade.
            Assim, na defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada, votamos nulo, pois não podemos concordar com o projeto de educação que ambas as chapas defendem.

Centro Acadêmico de Serviço Social – UFRN
Gestão 2010/2011: “Se muito vale o já feito, mais vale o que será!”

terça-feira, 24 de maio de 2011

#ForaMicarla

Lembrando que: amanhã, ás 18h em frente ao Midway tem o #ForaMicarla!


Maiores informações: FACEBOOK

Em discussão: Marcha da Maconha em Natal, neste sábado!


A "Semana Green" que inicia hoje, segunda feira, tem suas atividades até sexta-feira sendo sábado o grande dia de irmos às ruas manifestarmos publicamente nossa reinvidicação pela legalização da maconha no Brasil. Dessa forma, segue abaixo as datas:

23/05 (segunda-feira):
-> Panfletagem às 18h, na Biblioteca Central Zila Mamede (UFRN)
-> Simulação de Tribunais sobre a legalização da maconha, às 18:45h, na Biblioteca Central Zila Mamede.

24/05 (terça-feira):
-> Oficina para produção de materiais para a Marcha da Maconha, às 14, na pracinha do CCHLA (em frente ao novo anexo da Biblioteca Central Zila Mamede / UFRN)
-> Panfletagem em frente ao IFRN, às 18h

25/05 (quarta-feira):
-> Oficina para produção de materiais para a Marcha da Maconha, às 14, na pracinha do CCHLA (em frente ao novo anexo da Biblioteca Central Zila Mamede / UFRN)
-> Panfletagem na FARN, às 18h.
-> Debate "Roda Viva discute Cannabis Sativa", às 19h, no Espaço Luz/FARN

26/05 (quinta-feira)
-> Panfletagem na UFRN, 14h
-> Última reunião da Marcha da Maconha, às 18h, no Auditório do DCE/UFRN

27/05 (sexta-feira)
-> Panfletagens descentralizadas 
-> Sorteio da Rifa da Marcha da Maconha

28/05 (sábado)
-> MARCHA DA MACONHA, ÀS 14H, NO LARGO DO BAR ASTRAL (AV. ERIVAN FRANÇA), PONTA NEGRA!!!! 


ALERTA GREEN: NÃO SERÁ PERMITIDO O CONSUMO E A VENDA DE QUALQUER SUBSTÂNCIAS ILÍCITAS NA MARCHA. A MANIFESTAÇÃO É EM PROL DE TORNAR LEGAL ALGO QUE AINDA É PROIBIDO. HAVERÁ A PRESENÇA OSTENSIVA DAS POLÍCIAS MILITAR E CIVIL, E NÃO QUEREMOS TRANSFORMAR A MARCHA EM UM CAMPO DE CONFLITOS! LEMBRANDO QUE APOLOGIA AO USO DE DROGAS É CRIME! PORTANTO, SÁBADO LEVEM SEU CARTAZES, FAIXAS, MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS PARA ÀS RUAS PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA!!!



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Legalizar as drogas para combater o tráfico 

AMÉRICO GOMES, ADVOGADO DO ILAESE


A grande burguesia brasileira e seus meios de comunicação tentam criar estereótipos sobre a legalização das drogas com afirmações como: “com a droga legalizada o seu consumo explodirá, pois seu status de “proibido” será derrubado atraindo muito mais gente para o consumo” . Ou produzindo caricaturas do tipo: “se a droga for legalizada, “drogados” ligados à criminalidade poderão comprar estas substâncias em qualquer esquina.” “Pedras de crack serão vendidas em botecos de qualquer favela” .

Como se o consumo e, principalmente o tráfico, estivessem ligados às camadas mais pobres da população e aos setores mais explorados da classe trabalhadora. Nada mais falso. Como atesta Pierre Kopp no livro “A economia da droga”, a droga movimentou cerca de 300 a 500 bilhões de dólares ao ano, abastecendo um mercado de aproximadamente 200 milhões de pessoas, uma quantidade nada desprezível. É um dos mercados mais rentáveis do mundo. 

Cerca de 90% das receitas do tráfico vão para os bancos e são lavadas no sistema financeiro internacional. Somente os 10% restantes são repatriados aos países produtores e divididos entre os traficantes. A rentabilidade da droga é estimada em cerca de 3.000%, enquanto que os camponeses ficam com apenas 0,1% do volume final dos negócios.

Para a realização de toda esta operação, o sigilo bancário é um dos trunfos do narcotráfico, pois assim o sistema financeiro absorve os lucros do crime sem perguntar a origem. Assim, mais de 40 “paraísos fiscais” lavam os narcodólares. Enfim o narcotráfico é coisa de grandes capitalistas imperialistas.

Para se ter uma ideia, entre 1919 e 1933 vigorou a Lei Seca nos EUA, com a proibição da comercialização de álcool. Com isso houve um crescimento do comércio ilegal promovido pelas máfias, como a chefiada por Al Capone, lucrando muito, pois os preços foram multiplicados de 3 a 4 vezes. 

O Brasil é considerado um dos principais corredores de drogas do mundo, e um “mercado em expansão”. Um dos motivos é que vários dos maiores bancos do país não informaram ao governo sobre contas suspeitas. A expansão do mercado ilegal de dólares (contrabando, narcotráfico) desenvolveu muitos esquemas para remessas ilegais de divisas para o exterior. Um exemplo são as contas CC-5 criadas pelo Banco Central à pessoas que residem no exterior mas que movimentam dinheiro no Brasil.

O Imperialismo e as drogas
Não é novidade que o comércio de drogas e o Imperialismo sempre mantiveram um grande envolvimento, como testemunham as guerras do ópio (1840-1860), quando a Inglaterra, gerente do tráfico de ópio, invadiu e derrotou a China para manter seu comércio.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a OSS (Oficina de Serviços Estratégicos), antecessora da CIA, fez acordos com a máfia italiana e Lucky Luciano, um dos principais traficantes da época: em troca de informações de espiões nazi-fascistas ele e vários mafiosos foram libertados das prisões. Quando voltou a Itália em 1943, pelas mãos da OSS, Luciano construiu seu império através da heroína.

A produção massiva de drogas somente foi possível com a Revolução Industrial. Como explica Osvaldo Coggiola em “Questões de história contemporânea”, “a grande transformação das economias monoprodutoras em narcoprodutoras (…) se produziu durante os anos oitenta, quando os preços das matérias primas despencaram no mercado mundial: açúcar (-64%), café (-30%), algodão (-32%), trigo (-17%). A crise econômica mundial exerceu uma pressão formidável em favor da narco-reciclagem das economias agrárias, que redundou num aumento excepcional de oferta de narcóticos nos países industriais e no mundo todo”.

Em dezembro de 1989, 13.000 marines invadiram o Panamá com o objetivo de controlar o canal do Panamá e também o tráfico pelo canal. Afinal, por aí, somente o Cartel de Medellín, com a ajuda de Noriega, exportou para os EUA entre 1984 e 1986, 2 toneladas de cocaína e 500 toneladas de maconha. Manoel Antônio Noriega, ex-agente da CIA e chefe da polícia panamenha, participou do financiamento das guerrilhas de direita contra o governo sandinista da Nicarágua, operação “Irã-Contras” (compra de armas no Irã para financiar a guerrilha anti-sandinista), tinha deixado de ser um homem de confiança e queria muitos lucros para si próprio. 

Os rebeldes Mujhaidines (base da Al Qaeda de Osama Bin Laden), produziam ópio. A produção passou de 250 para 800 toneladas durante o tempo em que a CIA enviava armas à guerrilha para lutar contra os soviéticos. Os talibãs ordenaram em julho de 2000 a destruição dos cultivos de papoulas. A produção de drogas foi retomada depois da invasão militar dos EUA ao Afeganistão em 2001. Após a invasão, o Afeganistão superou a Colômbia e se tornou o maior produtor mundial de drogas (principalmente ópio e heroína) e, em 2003, o negócio faturou 2,3 bilhões de dólares, mais da metade do PIB do país. O Afeganistão produz atualmente 92% do ópio mundial.

E por falar em Colômbia, este país produz cerca de 80% da cocaína do mundo e o narcotráfico representa 10% do PIB. Na década de 1980, com a queda dos preços das matérias-primas no mercado mundial, os fazendeiros deixaram de produzir café para produzir cocaína. O governo colombiano autorizou empréstimos externos para eles com dólares trocados por pesos, possibilitando que o narcotráfico ampliasse a atividade econômica; deram anistias tributárias, por meio das quais foram incorporados e legalizados os investimentos dos narcotraficantes. Esse plano ficou conhecido como a Ventanilla Siniestra. O mega-traficante Pablo Escobar era deputado. Políticos, congressistas e presidentes (como Ernesto Samper e Álvaro Uribe) são acusados de terem pertencido e serem financiados pelos Cartéis.

Os EUA e a União Européia investem bilhões de dólares com o chamado “Plano Colômbia”. No entanto, as áreas de cultivos de coca que eram de cerca de 50.000 hectares, entre 1986-1996 e, após o Plano Colômbia, chegaram a 169.800 hectares (em 2001). 

O processo contra o coronel Oliver North envolvido no caso Iras-Contra, como diz o jornal San José Mercury News, “demonstraram com nomes e fatos que por vários anos a CIA e a DEA estiveram em contato com os chamados cartéis colombianos, protegendo, a entrada de drogas nos Estados Unidos. Tal operação servia para encontrar fundos ilegais para financiar as forças opositoras ao governo sandinista da Nicarágua”,

Guerra à juventude negra e pobre
E quem são os mais prejudicados com a expansão deste mercado? Os jovens. Em 2002 é publicado um estudo tendo por base o envolvimento de jovens no tráfico na cidade do Rio de Janeiro na qual se demonstrou um aumento no número de crimes na década de 1990 e ao mesmo tempo a redução da idade do ingresso das crianças no narcotráfico. A média de 15-16 anos nos anos 1990 caiu para 12-13 anos em 2000. Os jovens são em sua maioria pobres, negros e com baixa escolaridade (média de 6,4 anos).

Pela legalização das drogas
Sob o capitalismo a droga é uma mercadoria, o tráfico se organiza como uma empresa que objetiva o lucro. Diga-se de passagem, uma empresa com milhões de trabalhadores precarizados, sem nenhum direito trabalhista e vivendo sob um regime do medo, podendo ser torturados ou mortos em qualquer momento. 

No tráfico de drogas não existe um “livre-mercado”. A distribuição e a venda são comandadas por um número reduzido de grupos hierarquizados que controlam a fase mais rentável: a transformação da pasta-base em cocaína. Enfim o narcotráfico é o sonho de produção de todos os grandes capitalistas Em regiões como Califórnia, a maior produtora do mundo, e no Nordeste brasileiro a produção da maconha é comandada pelos latifundiários da droga. 

A luta contra o narcotráfico exige a luta contra a lavagem de dinheiro com um ataque a todo o sistema de circulação de capitais. Com punição exemplar ao grandes traficantes. Fazendo a reforma agrária nas terras em que se produz droga ilegalmente; confiscando o dinheiro e propriedades advindas do tráfico e da lavagem; acabando com o sigilo bancário e centralizando o crédito nas mãos do Estado através da nacionalização dos bancos.

Além disso, o governo deixaria de gastar bilhões em policiamento e repressão e arrecadaria bilhões com os impostos de quem comprasse drogas em locais legalizados. Estes impostos que poderiam ser aplicados em Saúde, Educação, atividades culturais e recuperação de químicos dependentes Legalização das drogas significa junto aos camponeses uma política de substituição de cultivos. 

As drogas seriam qualificadas para o consumo: “médico, terapêutico e recreativo”. E os consumidores cadastrados para o consumo com o acompanhamento de um centro de saúde. Com isso o uso da droga seria “controlado”. Os dependentes químicos se submeteriam a um tratamento público, eficaz e humanitário, com recursos do Estado. que fornecerá uma rede pública com centros de tratamento e profissionais qualificados e bem treinados. 

Junto a isso, o governo continuará combatendo o consumo através de campanhas educativas que expliquem os malefícios do consumo exagerado de toda e qualquer droga.

FONTE: PSTU



E VOCÊ, O QUE PENSA SOBRE ISSO?

domingo, 22 de maio de 2011

CAMPANHA EDUCAÇÃO NÃO É FAST-FOOD!

Você trocaria seu almoço por qualquer lanche rápido na rua durante quatro anos? Muita gente escolhe seu Curso de Graduação em Serviço Social dessa forma. Experimente montar um lanche/curso à distância e veja o que pode acontecer...
Acesse e saiba mais da campanha: http://www.educacaofastfood.com.br/index.php 

Ensino não é fast-food. Diga não à graduação à distância em Serviço Social.




ATENÇÃO: PARALISAÇÃO DO R.U

Segundo o blog do DCE da UFRN, nesta segunda-feira haverá uma paralisação dos funcionários do RU. O motivo da paralisação não foi divulgado.

FONTE: DCE - UFRN.

"CONDIÇÕES E RELAÇÕES DE TRABALHO NA NOVA EXPANSÃO DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA EM TEMPOS DE ENERGIAS RENOVÁVEIS: INCIDÊNCIA DE ESCRAVIDÃO MODERNA?



Palestra "CONDIÇÕES E RELAÇÕES DE TRABALHO NA NOVA EXPANSÃO DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA EM TEMPOS DE ENERGIAS RENOVÁVEIS: INCIDÊNCIA DE ESCRAVIDÃO MODERNA?" que terá como palestrante a Profa. Dra. Severina Garcia (DESSO/UFRN) e será realizada no auditório do NEPSA/CCSA no dia 26/05 (quinta-feira).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CARTA ABERTA SOBRE AS ELEIÇÕES DO CCSA



*Carta entregue as duas chapas no debate que ocorreu hoje, no auditório do NEPSA.

No contexto da atual conjuntura, a educação pública brasileira vem passando por um intenso processo de sucateamento em todos os níveis: pesquisa, ensino, extensão. Embora este processo, aprofundado pelo REUNI do Governo Lula, continue sendo implementado, intensificando a ausência de professores, a precariedade da estrutura física para os estudos ou a falta de assistência estudantil que garanta a permanência dos alunos na universidade, nós – estudantes de Serviço Social – continuamos na luta por uma educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada. Entendemos que este processo já se inseriu na UFRN, pois sentimos na pele todas as conseqüências da inserção do neoliberalismo na nossa educação. Nossos professores continuam sem sala adequada para desenvolver projetos de pesquisa e orientação individual, não há verbas suficientes que garantam a nossa participação em congressos fora do estado e do país, não há laboratórios que atendam a demanda dos estudantes, não há material bibliográfico suficiente, não há infra-estrutura nas próprias salas de aula, não há segurança dentro do setor, enfim, o que encontramos no CCSA é um isolamento do restante da universidade.
          
E um dos elementos responsáveis por isso, além da política do Governo Federal e da Reitoria, se deve a uma gestão que não atendeu aos interesses dos estudantes, que não dialogou nem ouviu nossas necessidades. Diante das eleições para uma nova direção, com propostas que divergem dos interesses estudantis, nós, do Centro Acadêmico de Serviço Social, apresentamos nossas propostas para que sejam discutidas pelas duas chapas e que estas DEMONSTREM SEU POSICIONAMENTO SOBRE AS REIVINDICAÇÕES COLOCADAS.

Segue abaixo as propostas dos estudantes que não suportam mais o descaso com a educação pública.



PAUTA DE REIVINDICAÇÕES


- Financiar a ida a congressos, encontros estudantis e a apresentações de trabalhos em eventos de todos os estudantes, sempre que houver a necessidade de deslocamento a outro estado, cidade distante ou outro país.

- Oferecer o serviço de xerox por meio da Universidade, sem terceirizações, a preço de custo, rumo a gratuidade.

- Maiores recursos e autonomia financeira para os departamentos dos cursos do CCSA.

- Garantir a constante manutenção dos computadores, equipamentos de mídia, dos setores de aula, assim como dos laboratórios de informática e estrutura física do Centro.

- Inserção da diretoria do Centro na defesa de pontos de luta dos estudantes, a fim de proporcionar a interlocução destes com a Reitoria, exigindo desta os seguintes pontos:

o   Ampliação do material didático na biblioteca;
o   Xerox oferecida pela universidade, a preço de custo e rumo à gratuidade;
o   RU para toda a comunidade universitária, de qualidade, a preço de custo e rumo à gratuidade;
o   Ampliação da frota de circulares;
o   Aumento do número de docentes por aluno por meio de concursos para professores efetivos;
o   Paridade real entre docentes, funcionários e estudantes nas eleições e conselhos universitários;
o   Não à terceirização dos serviços e incorporação dos trabalhadores terceirizados à UFRN.

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.::: Centro Acadêmico de Serviço Social - UFRN
Gestão 2010/2011: "Se muito vale o já feito, mais vale o que será!" .:::
www.cassufrn.blogspot.com  e  @cassufrn

CFESS marca presença na 2° Marcha Nacional Contra a Homofobia

Na oportunidade, Conselho lança novo CFESS Manifesta

Não foi só o céu de Brasília que se coloriu nesta quarta-feira, 18 de maio. O arco-íris também tomou conta da Esplanada dos Ministérios durante toda a manhã e início da tarde. É que a capital federal recebeu a 2ª Marcha Nacional contra a Homofobia, organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). E como não poderia ser diferente, o CFESS compareceu à mobilização, representado pela presidente, Sâmya Rodrigues Ramos e pela ex-conselheira Kênia Figueiredo.

Também fizeram parte do grupo professoras do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), estudantes e representantes do Centro Acadêmico de Serviço Social. Com cerca de 5 mil pessoas, dentre membros de movimentos sociais, estudantes universitários, centrais sindicais e caravanas de todos os estados brasileiros, a Marcha teve início com a concentração em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. Por volta das 11h, os manifestantes caminharam rumo ao Congresso Nacional, onde os organizadores da Marcha fizeram discursos em favor da aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia.

A presidente do CFESS, Sâmya Ramos, subiu no trio e reafirmou o apoio da instituição. "Quero dizer aos/às companheiros aqui presentes que os/as assistentes sociais estão nessa luta por uma sociedade livre de qualquer discriminação ou desrespeito aos direitos de gays, lésbicas, travestis, bissexuais e transexuais. Como diz a nossa campanha lançada em 2006, o amor fala todas as línguas", afirmou. Para a presidente, a marcha simboliza um espaço político de fortalecimento e de visibilidade dos direitos dos sujeitos LGBT.

Também presente à Marcha, o diretor da Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professor Marco Duarte, ressaltou que a aprovação do PLC 122/06 é urgente e necessária. "Movimentos como a Marcha são iniciativas que fortalecem essa luta, mas é essencial que todos se conscientizem de que nossa luta contra a homofobia é diária. Homofobia é crime", destacou.

Com a palavra de ordem "fora homofobia, homofobia fora, fora homofobia, já chegou a sua hora", os manifestantes se dirigiram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que recebeu um abraço humano, em celebração e agradecimento ao reconhecimento, por decisão do tribunal, da união homoafetiva como entidade familiar, o que ocorreu no último dia 5 de maio. No Supremo, a Marcha terminou com uma nova palavra de ordem: "STF, já arrasou, por um Brasil com muito amor".

CFESS Manifesta
Na ocasião, reafirmando o posicionamento ético-político do Conjunto CFESS-CRESS em defesa dos direitos LGBT, o Conselho Federal lançou um novo CFESS Manifesta, pelo dia mundial de luta contra a homofobia. No texto, a conselheira Marylúcia Mesquita explica que "a data representa um dia de lutas e denúncias das diferentes expressões do preconceito e da discriminação à livre expressão sexual e à livre expressão da identidade de gênero".

Cabe ressaltar que, desde 2006, quando o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha pela liberdade de orientação e expressão sexual, em parceria com as entidades políticas LGBT, e publicou a Resolução 489/2006, "que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do assistente social", os Conselhos Federal e Regionais tem acompanhado as demandas desses sujeitos coletivos e apoiado ações que contribuam para superar preconceitos e violações de direitos, na luta por uma sociedade livre de quaisquer formas de exploração, opressão e discriminação.

Também presente à Marcha, o presidente da ABGLT, Toni Reis, comemorou a presença do CFESS. "O Serviço Social é nosso parceiro e não poderia deixar de estar nessa luta conosco. A Resolução CFESS 489 é uma vitória para os/as assistentes sociais e para a sociedade. Vamos em frente, pela aprovação do PLC 122/06", concluiu.

Leia o CFESS Manifesta pelo Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia

Clique e veja o álbum de fotos da 2ª Marcha Nacional contra a Homofobia


E veja também:


CFESS comemora decisão do STF em favor dos direitos LGBT
 

Resolução CFESS 489/06 

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823Assessoria de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br